o Jongo Trio foi um grupo vocal e instrumental, formado em São Paulo, no ano de 1965, pelo pianista Cido Bianchi, que tocava na Boate Stardust, o contrabaixista Sabá (que liderava um trio na Boate Baiúca) e o baterista Toninho (que acompanhava o pianista Pedrinho Mattar). Foi um dos grupos mais importantes na fase de transição da MPB, entre a bossa nova e os festivais. Tinham grande influência de Jazz, com performances com qualidade e habilidade, lembrando o instrumental do Zimbo Trio e o vocal dos Os Cariocas.
O grupo fez o circuito da Bossa Nova, nos Teatro de Arena, Teatro da Paramount, Boate Cave e o programa de TV, O Fino da Bossa. Em 1965, o trio foi convidado para gravar um álbum em Long Playing – LP, pelo selo gaúcho Farroupilha.
Também acompanhou o violinista Baden Powell, que lhes presenteou com o sucesso Feitinha pro poeta, parceria com Lula Freire e acabou sendo convidado para acompanhar Elis Regina e Jair Rodrigues, no show Dois na Bossa, que virou disco de muito sucesso na época.
Ainda em 1965, saiu o álbum “Jongo Trio”, que além da canção Feitinha pro poeta, contemplava outras músicas que virariam sucesso, tais como, O Menino das laranjas (Théo de Barros), Terra de ninguém (Marcos e Paulo Sérgio Valle), Seu Chopin, desculpe (Johnny Alf) e Arrastão (Edu Lobo e Vinícius de Moraes).
No ano seguinte, os integrantes do Trio Jongo partiram para outros projetos. Já com outra formação, Toninho (bateria), Claiber (baixo) e Paulo Roberto (piano), mudou o nome para Jongo Trio e Companhia e ainda gravaria mais dois álbuns, em 1970 e 1972.
O disco de estréia foi item de colecionador, sendo uma raridade, Em 1998, foi reeditado em formato Compact Disc – CD, pelo selo (label) Mix House, porém com pouca tiragem. Nessa reedição foi incluído como faixa bônus, um medley Dorival Caymmi, com as músicas João Valentão, O mar, A jangada voltou só e Canoeiro.